No Universo existem muitos astros (corpos celestes) de vários tipos:
  • Galáxias;
  • Estrelas;
  • Nebulosas;
  • Buracos negros;
  • Quasares;
  • Planetas;
  • Cometas;
  • Asteróides;
  • Meteoros;
  • Meteoritos.

Além disso, também existem muitos espaços vazios.


Galáxias


As galáxias são constituídas por milhões de estrelas, outros astros e espaços vazios.

Existem vários tipos de galáxias:
  • Espiral (como a nossa galáxia que se chama Via Láctea);
  • Elípticas (em forma de elipse ou de ovo);
  • Irregulares (podem ter vários formas).

As galáxias juntam-se em grupos de galáxias. Estes grupos juntam-se em aglomerados de galáxias. Estes aglomerados juntam-se em superaglomerados de galáxias (por ex., cada aluno é uma galáxia, cada turma é um grupo de galáxias, cada bloco da Escola é um aglomerado de galáxias, a Escola é um superaglomerado de galáxias e o planeta Terra é o Universo).

A Via Láctea pertence a um grupo de galáxias chamado Grupo Local. Este grupo pertence a um aglomerado de galáxias chamado aglomerado da Virgem. Este aglomerado pertence ao superaglomerado da Virgem, que é constituído por muitos aglomerados de galáxias.


Estrelas


As estrelas são grandes bolas de gás incandescente (principalmente hidrogénio), que libertam luz própria e calor, devido às transformações químicas que ocorrem no seu interior (reacções nucleares). Estas transformações químicas transformam o hidrogénio em novas substâncias, como o hélio, o lítio, o carbono, o oxigénio e o ferro.

Existem vários tipos de estrelas:
  • Azuis – são mais quentes (por ex., com 50.000 ºC na superfície);
  • Amarelas – têm uma temperatura intermédia (por ex., o Sol, com 6.000 ºC na superfície);
  • Vermelhas – são mais frias do que as amarelas e azuis (por ex., com 3.000 ºC na superfície);
  • Gigantes – são maiores do que o Sol (por ex., o Sol, no final do seu tempo de vida);
  • Supergigantes – são dezenas ou centenas de vezes maiores do que o Sol;
  • Anãs brancas, castanhas e negras – são muito frias e podem ser do tamanho de um planeta;
  • Supernovas – são estrelas que explodem no final do seu tempo de vida, quando o hidrogénio termina. Se possuírem uma massa superior a 30 vezes a massa do Sol, a supernova origina um buraco negro, que atrai a matéria e a luz para o seu interior. Normalmente existem buracos negros no centro das galáxias, incluindo a nossa;
  • Pulsares - estrelas de neutrões que se formam depois da explosão de uma supernova, no caso das estrelas possuírem uma massa superior a 10 vezes a massa do Sol.

O Sol é uma estrela pequena, de cor amarela, que se encontra a meio do seu tempo de vida (tem cerca de 4,5 mil milhões de anos). No final da sua vida, irá originar uma estrela gigante vermelha, que poderá chegar à Terra. Depois o seu tamanho diminui, libertando-se uma nuvem de gás e poeiras (nebulosa). O Sol não vai explodir (não origina uma supernova). No fim, transforma-se numa estrela anã branca, quase sem brilho, fria e do tamanho de um planeta. Isto acontece a todas as estrelas com a mesma massa do Sol.


Nebulosas


As nebulosas são nuvens de gás e poeiras que se formam quando as estrelas explodem ou quando diminuem de tamanho. No interior destas nuvens podem formar-se estrelas e planetas, quando os gases e as poeiras se juntam devido à força gravítica.



Origem do Universo


No início o espaço, a matéria, a energia e as forças estavam todas concentradas num pequeno ponto.

A temperatura era muito elevada. Isto provocou uma enorme explosão chamada Big Bang.
A idade do universo é cerca de 14 mil milhões de anos (14.000.000.000).


Evolução do Universo


A matéria começou a afastar-se em todas as direcções, a temperatura diminuiu e formaram-se nuvens de hidrogénio e hélio (a substância mais simples do Universo e que existe em maior quantidade, principalmente nas estrelas, é o hidrogénio).
Nestas nuvens formaram-se as estrelas de primeira geração.

Em algumas zonas do espaço, estas estrelas juntaram-se devido à força de gravidade que atrai os corpos, formando as primeiras galáxias.

Quando as estrelas de primeira geração morreram, libertaram nuvens de gás e poeiras com novas substâncias formadas no interior das estrelas (por ex., carbono, oxigénio e ferro).

Nestas nuvens formaram-se as estrelas de segunda geração e os planetas (por ex., o Sol e os planetas do Sistema Solar).

Assim, podemos dizer que somos filhos de uma estrela, porque as substâncias que formam a Terra e os seres vivos foram fabricadas no interior de uma estrela de primeira geração.